Tipos de Preparo de Café – Espresso, Ristretto, Lungo…

Caros amigos, confiram as 10 bebidas à base de café mais populares no mundo.

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Espresso ou expresso: café feito com uma moagem bem fina extraído através da pressão de uma máquina de café adequada, usando água muito quente.

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Ristretto ou café curto: é um café espresso tirado com menos água, ficando com um sabor mais forte que um espresso normal.

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Lungo ou café longo: é um café espresso obtido através da passagem do dobro da água através do pó do café.

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Doppio ou café duplo: são duas medidas de pó de café: dois espressos numa só xícara.

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Americano: o café americano é feito adicionando água a café espresso extraído. Dependendo do tamanho, pode levar um ou mais cafés espressos. Neste café, e ao contrário do café de saco, a água não fica a passar pelo pó de café até encher a caneca.

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Café de saco ou filtrado: a água passa por um saco com pó de café até este ficar preparado. Este tipo de café não tem o creme típico do espresso.

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Cappuccino: Um cappuccino clássico, muito famoso no brasil, consiste em um terço de café expresso, um terço de leite vaporizado e um terço de espuma de leite vaporizado.

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Latte: é um café espresso misturado com leite quente e coberto com um pouco de espuma de leite.

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Macchiato: são 4 partes de café espresso, uma parte de leite condensado e um shot de espuma de leite por cima. Usualmente é servido numa pequena xícara de vidro.

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Mocha: é um café espresso com chocolate quente, coberto com espuma de leite, e frequentemente servido num copo.

Veja esta pequena tabela que fizemos para facilitar.

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Café Espresso ou Expresso? Como se escreve?

Café espresso ou café expresso? Quando se refere ao café, alguns têm adotado a palavra espresso no lugar de expresso.

Erro de ortografia? Não.

A palavra espresso, usada na Europa, vem do italiano e sua raiz guarda relação com o verbo latino que, em português, deu origem a espremer. Não há registro de espresso nos dicionários de língua portuguesa.

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Então, fica a dúvida sobre a forma correta de escrever: café expresso ou espresso? Expresso significa rápido e um café “espresso” (de espremido em português), feito sob pressão.

Espresso deve ser aceito, segundo especialistas, porque o vocabulário corrente admite palavras estrangeiras, como shopping, que é do ingles.

E está errado dizer expresso?

Não, porque de fato o café espremido (ou espresso) na máquina fica pronto entre 15 e 20 segundos, rápido e, portanto, expresso.

Como fazer um Bom Café Expresso (Espresso)

Só quem aprecia um bom café e tem uma máquina de café expresso em casa sabe o quanto difícil reproduzir aquelas doses irresistíveis extraídas nas padarias e nas cafeterias. Parece até que eles fazem alguma coisa especial que não conseguimos descobrir. Mas seguindo essas 10 dicas de mestre para preparar o café expresso perfeito na sua casa, você vai conseguir alcançar um resultado incrível e vai se surpreender com a qualidade do café da sua máquina doméstica. Vale lembrar que as recomendações servem para equipamentos automáticos que tenham moedor de grãos, tá? Então vamos lá.

1. Grãos de Café
A escolha dos grãos é essencial para você conseguir extrair um café expresso “campeão”. Até os baristas experientes terão problemas para fazer um café gostoso com grãos de qualidade inferior. Quando for comprar, procure escolher aqueles que levaram mais tempo na torra. Os grãos de café arábica são um dos mais indicados para o preparo do expresso, pois eles trazem um equilíbrio intenso entre aroma, sabor e amargura.

2. Qualidade da água

Dê preferência sempre à água mineral. Mesmo se for retirada do filtro, a água ainda pode ter gosto. Antes de colocar na máquina de café expresso, você também deve verificar a temperatura. A água muito fria ou muito quente interfere diretamente no sabor do expresso. 90 graus de temperatura é o recomendável.

3. Quantidade de água

O café expresso tradicional deve ser servido com 40 ml de água. Já o curto tem uma dosagem de 25 ml. Essas quantidades são consideradas ideais para proporcionar o melhor do aroma e do sabor do café.

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4. Quantidade de café

A quantidade de café utilizada no café expresso também deve ser considerada. Ela deve ficar entre 7 e 9 gramas. Um pouco mais ou um pouco menos do que isso pode comprometer o resultado final.

5. Moagem do café
A moagem também é um fator importantíssimo para a extração de um bom café expresso. Uma moagem muito grossa pode deixar a bebida fraca, enquanto uma moagem muito fina pode produzir um café forte e amargo. O ideal, normalmente é a moagem fina.

6. Tempo de extração do café expresso

O período de extração está diretamente relacionado à moagem. Se o moedor da máquina de café expresso produzir um pó grosso, o tempo para tirar o café será mais rápido. Logo, o café ficará fraco e não terá nem mesmo o creme. Já o pó mais fino vai originar uma extração mais longa. Consequentemente, o resultado será um café extremamente forte ou amargo. O tempo ideal de extração do expresso fica entre 25 e 30 segundos.

7. Creme do café expresso

O creme do café expresso é o grande segredo que dificilmente conseguimos acertar em casa. Ele serve para manter o café sempre quentinho, além de ser útil para conservar o aroma. Para produzir um creme consistente, você deve observar o tempo de extração, como falamos acima. Se o café sair muito rápido, você corre o risco de ficar sem o creme na bebida. O creme ideal tem uma coloração puxada para marrom claro e não se dissolve. Ele permanece grudado na xícara até o último gole.

8. Mexer o café expresso

Uma dica importantíssima para melhorar a qualidade do seu café expresso é dar aquela famosa mexidinha com uma colher. Mesmo que você não adicione açúcar ou adoçante, misturar o expresso vai fazer com que os aromas se combinem e deixem o café mais saboroso.

9. Xícara para servir o café expresso
Seja longo, tradicional ou curto, o café expresso deve ser servido em uma xícara aquecida. Você pode não reparar, mas os bares, padarias e cafeterias mantêm as xícaras aquecidas. Se você servir um expresso eu uma xícara fria, a bebida vai esfriar mais rápido.

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10. Açúcar no café expresso
A questão do açúcar no café expresso é relativa e até um pouco polêmica. Muita gente prefere tomar o café puro, assim a sua essência não se perde junto ao açúcar. Mas como o paladar é algo muito próprio, cada pessoa deve apreciar o café ao seu modo. A dica que deixamos sobre essa questão de adoçar ou não adoçar é que você prove o expresso primeiro sem açúcar. Só assim você vai descobrir se o sabor original vai te agradar. Se estiver um pouco amargo, não há nada de errado em adoçar um pouco. O importante é você sentir prazer ao saborear o expresso.

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História do Café

Café no Mundo

O café é uma planta originária do continente africano, das regiões altas da Etiópia (Cafa e Enária), onde ocorre espontaneamente como planta de sub-bosque. A região de Cafa pode ser a responsável pelo nome café. Segundo uma das “lendas” da descoberta do cafeeiro, um pastor etíope foi quem percebeu que algumas de suas cabras mudaram seu comportamento após fazer uso de folhas da planta de café em sua alimentação, influenciando no comportamento de monges que o observaram.

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Da Etiópia foi levado para a Arábia. Os árabes tentaram manter o privilégio, pois foram os primeiros a cultivar essa planta “milagrosa” que assumia grande importância social devido ao seu uso na medicina da época para a cura de diversos males. Da Arábia o café foi levado primeiramente para o Egito no século XVI e logo depois para Turquia. Na Europa, no século XVII, foi introduzido na Itália e na Inglaterra. O café era consumido por diversas classes sociais, inclusive por intelectuais. Logo depois passou a ser consumido em vários outros países europeus, chegando à França, Alemanha, Suíça, Dinamarca e Holanda.

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Seguindo sua marcha de expansão pelo mundo, o café chegou nas Américas e nos Estados Unidos, atualmente o maior consumidor e importador mundial de café. Foram os holandeses que disseminaram o café pelo mundo. Inicialmente transformaram suas colônias nas Índias Orientais em grandes plantações de café e junto com franceses e portugueses transportaram o café para a América.

Café no Brasil

Na Guiana Holandesa (hoje Suriname), foram introduzidas mudas do Jardim Botânico de Amsterdã. Chegou à Guiana Francesa através do Governador de Caiena que conseguiu, de um francês chamado Morgues, algumas sementes semeando-as no pomar de sua residência. A partir desse plantio o Sargento Francisco de Mello Palheta transportou para o Brasil, para a cidade de Belém (Pará) em 1727, algumas sementes e plantas ainda pequenas. Em Belém, a cultura não foi muito difundida. Foi levada nos anos seguintes para o Maranhão, chegando à Bahia em 1770. No ano de 1774 o desembargador João Alberto Castelo Branco trouxe do Maranhão para o Rio de Janeiro algumas sementes que foram semeadas na chácara do Convento dos Frades Barbadinos. Então espalhou-se pela Serra do Mar, atingindo o Vale do Paraíba por volta de 1820. De São Paulo, foi para Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná.

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No Brasil, o desenvolvimento da cultura confunde-se com a própria história do País devido a sua grande importância econômica e social (o “Ciclo do Café”).

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1820: A partir dessa década, o Brasil passou a ser considerado exportador de café com exportações contínuas do produto, provenientes do Vale do Paraíba-SP, Araxá-MG e Goiás.

1845: O Brasil produz 45% do café mundial.

1857: Elevação dos preços internacionais devido à recuperação da economia européia e redução da oferta de café brasileiro, devido ao ataque do inseto “bicho mineiro” nas lavouras e pela limitação de mão-de-obra escrava (lei Eusébio de Queiroz). Os preços tiveram uma elevação de 50%, o que causou grande expansão da produção nos anos seguintes.

1865: Os preços caíram devido à diminuição das exportações para os Estados Unidos, que enfrentavam a Guerra de Secessão.

1906: O mercado sofre a primeira grande intervenção do governo motivada pelos preços baixos que mal cobriam os custos da colheita. O estoque já era grande em 1902 e a expectativa de grande colheita para 1906, com cerca de 17 milhões de sacas, quando o consumo mundial era de apenas 20 milhões, provocaram baixa nos preços. A intervenção ocorreu no dia 26 de fevereiro de 1906, quando os governantes de São Paulo e Minas Gerais assinaram o “Convênio de Taubaté”. Fixou-se um preço mínimo do café e o plantio de novas lavouras foi proibido.

1918: Grande geada reduziu a produção brasileira causando elevação de preços.

1932: Queima de estoques devido à superprodução. Os estoques chegaram a 33,5 milhões de sacas e até 1944 foram incineradas mais de 78 milhões de sacas. Proibição de novos plantios de café.

1939 a 1945: A segunda guerra mundial causou queda nos preços internacionais do produto.

1945/54: Melhoria dos preços após a guerra incentivou novos plantios.

1955: Superprodução de 22 milhões de sacas.

1962/67: Erradicação de 2 bilhões de pés de café. Em 1964, a retenção de estoques chegou a 48 milhões de sacas, como tentativa de elevação dos preços que estavam muito baixos.

1969: Geada no Paraná destruiu cerca de 80% da safra seguinte causando elevação dos preços.

1970: O Governo Federal lança o plano de renovação dos cafezais. Oferece financiamento farto, estimulando principalmente os Estados do centro-sul (regiões Sul de Minas, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba), a aumentarem o parque cafeeiro.

1977: Preços altos devido à geada em 1975, que dizimou a cafeicultura no sul do País, com maiores efeitos no Paraná. Ocorrência da doença “ferrugem alaranjada do cafeeiro”, que foi se agravando desde a sua introdução no Brasil em 1970. Nessa época os preços do café tiveram seus valores mais altos da história, cerca de 400 dólares por saca.

1986: Longo período de seca e esgotamento dos cafeeiros no centro-sul do país provoca forte elevação dos preços. Com esse aumento do preço, as cláusulas do Acordo Internacional do Café deixaram de funcionar. Começa a operar o mercado livre no exterior, resultando em queda do preço, após curto período de elevação.

1987: Renovação do Acordo Internacional do Café e, apesar dos preços em baixa, houve tendência de estabilização (120 a 140 cents de dólar por libra peso).

1989: Término do Acordo Internacional do café.

1991/93: Fase de preços muito baixos, chegando a menos de 40 dólares em determinados períodos. Houve grande erradicação de lavouras no centro-sul do Brasil e o abandono das lavouras por grande parte daqueles que permaneceram na atividade.

1994: Ocorrência de duas fortes geadas que atingiram grandes áreas produtoras no Brasil. Praticamente todo o Estado do Paraná, boa parte do Estado de São Paulo e áreas consideráveis do Sul de Minas Gerais tiveram suas lavouras seriamente atingidas. Um longo período de seca após as geadas atrasa ainda mais a recuperação das lavouras. Os preços sofreram altas históricas, chegando a ultrapassar 200 dólares/saca.

1995: Grande redução da produção brasileira (cerca de 12 milhões de sacas), resultado das geadas em 1994. O preço cai um pouco, estabilizando entre 150 e 180 dólares/saca em razão dos compradores internacionais operarem com estoques mínimos.

1996: O Governo Federal cria o Conselho Deliberativo de Política Cafeeira (CDPC), constituído por doze membros, dos quais seis representam o governo e seis o setor privado: CNC (02), CNA (01), FEBEC (01), ABIC (01) e ABICS (01).

2001: O preço do café atinge menos de $35/saca, um dos preços mais baixos da historia.

2011: O preço do café mais do que dobra entre 2010 e 2011, alcançando $350/saca em março de 2011, um recorde de mais de 30 anos. Esse aumento se deve principalmente à forte redução do estoque dos países consumidores e problemas na safra de alguns dos principais países produtores como a Colômbia. O fato de 2011 ser o ano de baixa da safra brasileira, devido à bianualidade da produção, ajuda na alta dos preços.

Maiores Produtores de Café do Mundo

Existem muitos países produtores de café, mas existem alguns que se destacam pela sua quantidade. A zona chamada de cinta do café encontra a sua origem em África, ligando o Trópico de Câncer ao Trópico de Capricórnio. As regiões que boas produtoras de café são tipicamente moderadas em sol e chuva, temperaturas médias que rondam os 20ºC, e com um solo poroso e rico. Cerca de 70% da produção de café advém da planta de café Arábica e a restante 30% advém da planta de café Robusta. No entanto, se simpatizar com a ideia, poderá experimentar cultivar café em sua casa. Assim, com uma média de 60kg por saco, os maiores países produtores de café são:

Brasil produz 22.5 milhões de sacos de café por ano

No início do século XVIII, o café rapidamente se espalhou pelo Brasil. Hoje em dia, o Brasil é responsável pela produção de 1/3 do café mundial. Os grãos de café mais famosos são Bahia e Boubon Santos.

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Colômbia produz 10.5 milhões de sacos de café por ano

A Colômbia é o único país produtor de café que tem 2 portos para 2 oceanos: Atlântico e Pacífico. Isto faz com que a capacidade de exportação seja muito mais ágil, com custos mais baixos. O café da Colômbia cresce nos sopés dos Andes, onde a combinação da altitude e humidade, cria um café leve. Os grãos de café mais famosos são o Medellin, Supremo e Bogotá.

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Vietnam produz 5,8 milhões de sacos de café por ano

Os missionários franceses levaram o café para o Vietname em meados do século XIX, mas apenas começou a existir produção significativa em meados dos anos 80. Nesta altura, as culturas cresceram tanto que os problemas de qualidade também rapidamente se começaram a evidenciar. O Vietnam é especialista na produção de grãos de café Robusta.

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México produz 5 milhões de sacos de café por ano

O café chegou ao México, oriundo das Antilhas, no final do século XVIII. Porém, apenas nos anos 70 é que começou a ser exportado em quantidades significativas. Hoje em dia, pequenas produções são as grandes produtoras de café mexicano. Os grãos de café mais famosos são Altura, Liquidambar MS e Pluma Coixtepec.

Etiópia produz 3,8 milhões de sacos de café por ano

Aqui nasceu a planta do café Arábica, sendo a Etiópia considerada a casa da planta do café Arábica, e o maior produtor, consumidor e exportador desta. A Etiópia vive do comércio de café. Os grãos de café mais famosos são Harrar, Sidamo e Yirgacheffe.

Índia produz 3,8 milhões de sacos de café por ano

Existe uma lenda que diz que a Índia foi o berço da nascença do café Arábica. Hoje em dia, a produção está debaixo do controlo da Comissão do Café Indiana, que muitos afirmam reduzir o incentivo à produção e, por consequência, à qualidade. Os grãos de café mais famosos são: Monsooned e Malabar.

Guatemala produz 3,5 milhões de sacos de café por ano

Os imigrantes alemães no século XIX iniciaram a produção de café na Guatemala. Hoje em dia, a maior produção de grãos de café, principalmente nos que crescem nos sopés vulcânicos, estão entre os melhores do mundo. Os grãos de café mais famosos são: Atitlan e Huehuetenango.

Costa do Marfim produz 3,3 milhões de sacos de café por ano

A especulação, a falta de investimento, a baixa qualidade, o clima político, tudo contribuiu para o declínio da produção de café, no entanto, a Costa do Marfim é especialista em grãos de café Robusta.

Uganda produz 3 milhões de sacos de café por ano

Embora o Uganda seja produtor de café Arábica, é também um grande produtor de Robusta. A produção de café providencia cerca de 80% do emprego aos trabalhadores rurais. Os grãos de café mais famosos são Bugisu.

Fonte: National Geografic

Tipos de Torra de Café

A torra do Café Gourmet é um dos passos mais importantes na fabricação desta bebida.

A boa torra é aquela que realça as melhores características de sabor, aroma e acidez de cada tipo de grão.  A curva de torra é definida pelo tempo em que o grão de café fica em cada temperatura.  Ela interfere no aroma, sabor, corpo, acidez, finalização, equilíbrio, enfim quase tudo pode ser trabalhado ao longo da torra.  O mesmo grão de café gourmet terá características muito diferentes conforme o ponto de torra usado.

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A primeira parte desse processo é descobrir o potencial de cada café. Cada tipo de café gourmet oferece um espectro de possibilidades e, apesar de complexo, podemos começar a descobrir seu potencial olhando primeiramente para a acidez e o corpo.

Os níveis de torra podem ser diferenciados pela cor do grão de café e o aroma. A torra pode ser clara, média ou escura.

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TORRA CLARA DO CAFÉ.  Acentua acidez e aroma com suavidade do sabor. Ameniza o amargor e o corpo.  A torra clara preserva mais os óleos aromáticos (grãos permanecem secos), mas acentua a acidez da bebida ao mesmo tempo que produz um café gourmet menos encorpado.

Ideal para máquinas de café expresso.

TORRA MÉDIA DO CAFÉ.  Ponto de equilíbrio entre várias características como acidez, aroma e amargor.  Normalmente acentua o corpo.  Porém, o café gourmet começa a ficar menos encorpado com torras mais escuras.

Ideal para coador de pano ou filtro de papel.

TORRA ESCURA DO CAFÉ.  Café menos ácido, mais amargo e menos encorpado.  Torra mais escura deixa o café gourmet mais amargo o que pode ser confundido com um café “mais forte”.   Porém, a torra muito escura pode “queimar” o café, acentuando muito o amargor e praticamente eliminando a acidez e o corpo.

 

Sistema de Classificação da SCAA (Specialty Coffee Association of America)

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Normalmente a indústria para determinar se a torra está clara média ou escuro, se utiliza dos discos da Agtron, uma escala definida pela SCAA (Specialty Coffee Association of America – Associação Americana de Cafés Especiais) e pela Agtron, uma empresa norte-americana que produz equipamentos para seleção de café.

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Existe um padrão produzido pela SCAA e Agtron chamado Sistema Agtron/SCAA Roast Classification Color Disk, constituído por 8 discos com diversos tons de marrom, onde cada uma possui um número referente aos graus de torra do café. Esses números vão de 25 a 95 em ordem decrescente de torra e cada um corresponde a uma temperatura, por exemplo o Agtron 45 corresponde a 235ºC, já o 65 entre 215ºC e 220ºC.

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De acordo com a preferência do país, há uma variação no número da torra, por exemplo, no Brasil a preferência de torra é entre 45 (moderadamente escuro) e 65 (médio claro), já na Itália a preferência é por torras bem mais escuras.

 

 

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Como Fazer um Café Gourmet Perfeito?

Como se faz um café gourmet “perfeito”?

É difícil responder essa pergunta pois o café perfeito para uma pessoa pode não ser o melhor café para outra. Gosto é gosto. No entanto, existem alguns itens que aumentam a probabilidade de um café gourmet ser considerado “perfeito” para um grande número de pessoas.

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Café 100% arábica, grão de café colhido maduro, secado ao sol em terreiro de cimento ou asfalto, beneficiado tirando os defeitos (paus, pedras, grãos defeituosos, etc), grãos de café maiores (peneira 16 e acima), grão verde armazenado com 11% de umidade em lugar arejado, grão torrado 7-10 dias antes do consumo, moído na hora, preparado seguindo corretamente as instruções de cada tipo de preparo, apreciado com calma junto a pessoas queridas.

Existem vários fatores que afetam as características do sabor, entre eles o corpo, a doçura e o aroma do café gourmet. Abaixo estão os pontos principais que devem ser observados para que você possa obter o melhor sabor e experiência.

Validade do café gourmet. Esse item é muito importante e, muitas vezes ignorado na hora da compra, para a qualidade final do café gourmet. Após torrado e moído, o café começa a perder rapidamente seu aroma, cremosidade e sabor. Se estiver adequadamente embalado e armazenado (ver armazenagem abaixo) após aberto, o grão de café torrado conserva a maioria de suas características por um prazo de até 4 meses, e o grão torrado e moído por até 3 meses, após sua fabricação. Quando estiver comprando um café gourmet observe a data de fabricação na embalagem, que deveria ser de, no máximo, 3 meses. Se você for demorar 1 mês ou mais para consumir esse café, a data de fabricação deve ser entre 1 e 2 meses da data atual. 

Ponto de torra do café gourmet. A torra é um dos passos mais importantes na fabricação do café. Ela é definida pelo tempo em que o grão de café fica exposto em cada temperatura. Esse processo interfere no aroma, sabor, corpo, acidez e finalização. Enfim, praticamente tudo pode ser trabalhado ao longo da torra. O mesmo café gourmet terá características muito diferentes, conforme o ponto de torra usado.

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Variedade do café gourmet. Existem vários tipos de planta de café arábica e assim como o vinho, o tipo de planta influencia bastante nas características do fruto e, conseqüentemente, o sabor da bebida. Algumas variedades como o Bourbon acentuam mais o aroma e a doçura, enquanto outras, como o Catuaí, têm um corpo mais leve e a acidez acentuada. No Brasil, as variedades mais utilizadas de café arábica são Catuaí e Mundo Novo.

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Qualidade do grão de café gourmet. Dentro de cada variedade existem diferentes tipos de grãos de café arábica. Os grãos maiores, inteiros, maduros e sem defeitos produzem as melhores bebidas. Grãos de café pequenos, quebrados, verdes e com defeitos produzem uma bebida de qualidade inferior, que pode ter características azeda e/ou amarga, mesmo sendo da mesma variedade. É muito importante também que o grão de café não tenha impurezas, como terra, pedras e pedaços de madeira, comuns em grãos de cafés de pior qualidade.  Esses são detalhes trabalhados durante a colheita, manuseio e beneficiamento.

Colheita e manuseio do café. A forma como o grão de café arábica é colhido, secado, beneficiado e armazenado tem um grande impacto na qualidade e validade final do grão. Os grãos de café colhidos diretamente do pé (mecânica ou manualmente), maduros, secados em terreiros de asfalto ou cimento para garantir a pureza, adequadamente embalados em sacos de juta com o nível de umidade de até 11%, e armazenados em lugar fresco e seco produzem as melhores bebidas e podem ter uma validade entre 1 e 2 anos (grãos verdes). Já os grãos de café colhidos do chão, secados em terreiros de terra, embalados com umidade superior a 12% e armazenados em lugares inadequados produzem bebidas muito inferiores com características de um sabor “azedo”.

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Água. A qualidade e temperatura da água têm impacto no sabor final da sua bebida, podendo até arruinar um café gourmet de excelente qualidade. Preferencialmente a água deve ser mineral para garantir que não exista adição de produtos que possam alterar o sabor do café gourmet como flúor ou cloro. A temperatura deve estar em torno de 90º C, ou seja, logo antes ou um pouco após a fervura.

Açúcar/Adoçante. Adição de açúcar ou adoçante no café é um habito pessoal e muito utilizado pelos brasileiros. Até porque normalmente a qualidade inferior do tradicional “cafezinho” requer adição de açúcar para melhorar o sabor amargo da bebida. Porém, o açúcar “mascara” o real sabor do café gourmet e pode fazer com que a maioria dos cafés pareça ter o “mesmo gosto”. Bons cafés gourmet deveriam ser tomados sem açúcar para apreciar sua doçura natural e realmente distinguir todas as diferenças sensoriais da bebida. Se você está acostumado a tomar café gourmet com açúcar ou adoçante, experimente tomar o primeiro gole sem açúcar. Aos poucos tome 2 goles sem açúcar. Eventualmente você pode se acostumar e preferir o café sem açúcar ou adoçante, e conseqüentemente, apreciar todas as características da bebida.

Armazenagem do café gourmet. Para conservar por mais tempo o aroma e o sabor, após aberto, o café gourmet deve ser guardado em uma embalagem muito bem fechada em lugar seco e arejado.

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Curiosidades sobre o Café

Você sabia que…

• O tamanho da xícara influencia no sabor do café. Experimente preparar 2 doses de café exatamente da mesma maneira, com o mesmo tipo e a mesma quantidade de café e água. Sirva uma dose em uma xícara pequena de café e a outra em uma xícara grande de chá e prove alternadamente. Existe uma diferença no sabor devido a quantidade de café ingerido, de ar, a concentração de óleos é diferente, etc.

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• Uma xícara de 50 ml de café tem menos cafeína que uma lata de refrigerante cola ou uma xícara de chá preto.

• Para a maioria das pessoas, 3 a 5 xícaras de café por dia pode ajudar a prevenir algumas doenças como: diabetes, Alzheimer, Parkinson, câncer de Colon, entre outras.

• A planta do café é uma cultura perene que é explorada por 25 anos ou mais.

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• A semente de café é, na verdade, o mesmo grão que dá origem ao café torrado.

• As sementes se originam apenas dos frutos maduros (cereja).

• O Brasil produz cerca de 25% da produção mundial de café. Historicamente, somos o maior produtor e exportador e o segundo maior consumidor mundial de café.

• Depois do Brasil, os maiores produtores de café são Vietnã, Colômbia e Indonésia.

• A produção de café de Minas Gerais é maior que a do Vietnã.

• Um brasileiro consome, em média, 1.200 xícaras de café ao ano.

• Aproximadamente 2.000 a 2.500 frutos de café são necessários para conseguir 1 kg de café torrado e moído.

• Café é a segunda bebida mais consumida no mundo, fica atrás somente da água mineral.

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• Dentre as duas espécies comerciais de café (Arábica e Robusta), a Arábica possui metade do teor de cafeína da Robusta.

• Entre os vários métodos de preparo de café, o espresso é um dos que contém menor teor de cafeína por ter pouco tempo de infusão.

• Café espresso ou café expresso? Quando se refere ao café alguns têm adotado a palavra espresso no lugar de expresso. Erro de ortografia? Não. A palavra espresso, usada na Europa, vem do italiano e sua raiz guarda relação com o verbo latino que, em português, deu origem a espremer. Não há registro de espresso nos dicionários de língua portuguesa. Então, fica a dúvida sobre a forma correta de escrever: café expresso ou espresso? Expresso significa rápido e um café “espresso” (de espremido em português), feito sob pressão. Espresso deve ser aceito, segundo especialistas, porque o vocabulário corrente admite palavras estrangeiras, como shopping, que é do ingles. E está errado dizer expresso? Não, porque de fato o café espremido (ou espresso) na máquina fica pronto entre 15 e 20 segundos, rápido e, portanto, expresso.  Origem: Wikipédia.

• O pó de café usado (borra) é bom para retirar a oleosidade. Pode ser utilizado para lavar galheteiros, pias e utensílios com excesso de gordura.

Tipos de Moagem de Café

Existem inúmeras variedades de café no mercado e alguns tipos de moagem distintos que são utilizados na sua preparação. Saiba quais são os tipos de moagem de café existentes e conheça o mais indicado para extrair o seu café predileto.

 

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A importância da moagem dos grãos de café

O segredo para obter um café excelente está relacionado com a moagem dos respetivos grãos. O processo de moagem consiste em reduzir os grãos de café acabados de torrar a pó e, geralmente, essa operação é realizada com o auxílio de um moinho de café. A moagem necessita de ser o mais precisa possível de acordo com o tipo de café que quer extrair, pois a forma como os grãos são moídos afeta o tempo de extração do café e os vários critérios de degustação, como por exemplo: a fragrância, o corpo, a acidez, a riqueza e a sua suavidade.

Os grãos de café precisam de ser moídos da forma mais adequada com o intuito de preparar uma chávena de café perfeita, no entanto, devem ser imediatamente utilizados depois de terem sido moídos, caso contrário, começam a perder os seus aromas e sabores principais.

As diferentes  moagens de café

À semelhança do processo de torrefação do café, para cada tipo de café existe uma moagem específica e apropriada. Das mais importantes, destacam-se as seguintes:

A moagem extra fina

A moagem extra fina dos grãos de café deve ser utilizada na preparação do café turco, uma vez que o pó do café não é coado. Este tipo de café é preparado numa caçarola turca (ibrik), onde os grãos de café moídos são misturados com água quente e açúcar. Trata-se de um tipo de moagem exclusiva que possibilita a extração de uma chávena de café única e original.

Café Turco

Café Turco

 

 

A moagem fina

A moagem fina dos grãos de café deve ser utilizada nas máquinas de café espresso uma vez que possibilita a preparação de um café forte, amargo, encorpado e cremoso, à boa maneira italiana. Trata-se de um tipo de moagem que é muito usada na extração de um café espresso, pois os grãos finos oferecem uma maior resistência à passagem da água quente e isso realça os gostos e os aromas de uma determinada safra de café. O tempo de preparação ideal de um café espresso é de 25 a 30 segundos e se o café demorar mais ou menos tempo a ser extraído é necessário regular a moagem dos grãos.

Café Espresso

Café Espresso

 

A moagem média

A moagem média, como o próprio nome indica, situa-se entre a moagem fina e a moagem grossa dos grãos de café. Trata-se de um tipo de moagem que deve ser utilizada na preparação de um café com uma prensa francesa. Ao utilizar grãos de café moídos com uma espessura média, conseguirá preparar um café mais suave e aromatizado. O método da prensa francesa, obriga a água quente a entrar em contacto com os grãos de café moídos durante um período máximo de 3 minutos e esse tempo é suficiente para que todas as características principais dos grãos de café sejam absorvidas.

Prensa Francesa

Prensa Francesa

 

A moagem grossa

A moagem grossa dos grãos de café deve ser utilizada na preparação de um café de cafeteira moka. Este método de moagem permite a extração de um café saboroso, forte e encorpado. Os grãos de café moídos são colocados no filtro do café, onde a água sobe e absorve todos os aromas e sabores principais de um determinado tipo de café.

 

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Quais os tipos de moinhos que são utilizados na moagem dos grãos de café

Atualmente, uma moagem apropriada dos grãos de café assume uma enorme importância na extração de uma xícara de café exclusiva. Para moer corretamente os grãos de café, é necessário conhecer os tipos de moinhos existentes no mercado. São eles:

 

Os moinhos de rebarba

Os moinhos de rebarba têm a capacidade de triturar os grãos de café de uma maneira muito mais fina do que os demais e isso é, uma enorme vantagem na preparação de um café espresso ou café turco. Este tipo de moinho tem dois tipos de lâminas: planas e cónicas. Ambas apresentam uma moagem consistente, apesar da lâmina cónica ser mais eficaz por causar menos atrito e eletricidade estática.

Os moinhos de rebarba ocupam mais espaço e são, tradicionalmente, mais pesados que os restantes, mas, ao mesmo tempo, oferecem a possibilidade de escolher o tamanho do café moído.

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Os moinhos de lâmina

Os moinhos de lâmina são os mais económicos e duradouros do mercado, no entanto, a sua moagem não é tão eficaz como a que é feita pelo moinho de rebarba. Este tipo de moinho apresenta uma moagem consistente na preparação de um café de prensa, de filtro, de cafeteira, entre outros. Contudo, não deve ser utilizado para extrair um café espresso, pois os grãos de café não ficam com a espessura apropriada e isso vai fazer com que a sua chávena de café fique com um sabor desagradável.

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É de realçar que os moinhos de lâmina têm a vantagem de serem portáteis e de ocuparem pouco espaço.

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Tipos de Café – Arábica e Robusta (Conilon)

Existem dois tipos de planta de café: Arábica e Robusta (Conilon).

Todos os tipos de café podem produzir excelentes Cafés Gourmets.

Normalmente, as principais marcas de café, preferem compor seus blends com variedades de café Arábica, por serem mais doces e mais “elegantes”.

O café Robusta tende a produzir cafés mais encorpados, com notas achocolatadas, também muito agradáveis ao paladar.

Devido à sua característica genética, grãos de arábica apresentam uma rica gama de notas de aroma e sabor, conferindo, ainda mais, a condição de “Produto de Terroir”. Fatores como clima, posição geográfica e variedades empregadas, além do manejo feito pelo produtor, são decisivos na tipificação do produto. Simplesmente, cada grão de uma mesma variedade pode se expressar sensorialmente de forma diferente em cada origem.

Café Arábica

Café Arábica

Café Conilon

Café Robusta

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Características do café Arábica

Existem muitas variedades da planta de café Arábica,cada uma com sua característica de aroma e sabor, as mais comuns são: Bourbon, Catuaí, Acaiá e Mundo Novo. E, dentre essas variedades, existem também várias subvariedades: Bourbon Amarelo e Vermelho, Catuaí Amarelo e Vermelho, variedades de Mundo Novo, etc. Abaixo as características de algumas das principais variedades.

Café tipo Bourbon

Características de sabor deste café: É considerada uma das melhores variedades para produção de cafés gourmet. Seu aroma intenso, suavidade, textura achocolatada e sabor adocicado conferem características únicas. Porém, vale lembrar que solo, clima, altitude e processos de secagem são fundamentais para maximizar todas essas características.

Características da variedade deste café: As plantas atingem até 3 metros de altura apresentando um formato cilíndrico. Os frutos têm o mesmo formato do café comum, porém, com um tamanho reduzido. Sua produtividade é inferior quando comparadas às demais variedades comerciais. É muito susceptível a pragas e doenças.

Café tipo Catuaí

Características de sabor deste café: É um café leve e suave com acidez média. Um dos poucos que se pode tomar sem açúcar. Plantado em altitudes mais altas proporcionam um sabor mais acentuado, permitindo ao grão de café absorver com maior intensidade os açúcares naturais durante seu processo de maturação. Por isso, plantações em altitude acima de 1.000 metros apresentam os melhores sabores. O Catuaí amarelo é menos encorpado do que o vermelho. Portanto, dependendo do sabor almejado um blend que inclua ambos pode ser mais satisfatório.

Características da variedade deste café: Os cultivos de café Catuaí Vermelho e Catuaí Amarelo têm sido os preferidos dos produtores brasileiros, ocupando uma grande parte do parque cafeeiro da maioria das regiões produtoras. Elas apresentam as vantagens do porte baixo da planta, o que facilita os tratos e a colheita. Também apresentam menores prejuízos pelo ataque de ferrugem, um fungo bastante comum em plantas de café arábica. O Catuaí, que significa “muito bom”, faz jus ao nome, por ser bem rústico. Adapta-se muito bem em temperaturas médias, na faixa de 18 – 22º C, encontradas em terras elevadas acima de 800 m de altitude.

Café tipo Mundo Novo

Características da variedade  deste café: Os frutos apresentam boa uniformidade de maturação em razão das 3 floradas. Com a primeira produzindo 10%, a segunda 80% e a última 10%. Isso propicia um café de ótima qualidade, devido ao baixo porcentual de grãos verdes obtidos na colheita.

 

 

Característica do Café Robusta

A bebida que se obtém depois da torra do ‘Robusta’ é caracterizada por ter mais corpo e gosto achocolatado com sabor persistente.

Existem diferenças também quanto ao teor de sólidos solúveis encontrados nos grãos de robusta, muito maior do que nos de Arábica, o que explica, em parte, a maior percepção de corpo. Também, os grãos apresentam menor acidez do que os grãos de arábica, assim como o teor total de açúcares.

Os grãos de robusta nem sempre receberam a mesma atenção quanto ao manejo como os de arábica, talvez pelo pre-julgamento que sempre se fez quanto às suas características sensoriais. Devido à sua condição de “primo pobre”, o tratamento dispensado pelos produtores durante a colheita e secagem usualmente sempre foi muito pouco cuidadoso.

Porém, recentemente essa regra começou a se modificar. Por exemplo, vem da Índia, da região de Karnatka o robusta mais valorizado do mercado, cujo preparo tem requintes de cuidados a ponto de o produto ter apresentação e presença na xícara considerados impecáveis. Também no Brasil alguns produtores vêm desenvolvendo técnicas de preparo e secagem com maior atenção, resultando em grãos de melhor qualidade.